sábado, 10 de maio de 2008
Aos partideiros
Não sei porquê, nem por onde, a Justiça brasileira resolve suas bagatelas. Vou fingir que não houve nenhuma intervenção do Secretário de Segurança Pública do Estado, nem porque cresce em número preocupante (sim!) a onda de jovens caretas e religiosos demais. O mundo retrocedeu no caminho mais austero da palavra.
Na esquina um velho papo inflamado foi discursado que a música contemporânea é uma merda, assim como a piada e todo o bom-humor derradeiro do século 20, ah, ficou para trás. Sinto tudo como um problema simples, não há liberdade. Resumir não é um dom dos contraditórios, mas um recurso para quem quer se fazer entender.
Compreender como a democracia extinguiu a liberdade é um assunto tanto quanto vasto, como oftamologista eu não analiso, somente aponto.
Ouvi ainda por esses dias de proibição de passeata, uma promotora pública dizer que realmente a Constituição protege o livre pensamento, MAS que esse livre pensamento tem limite. Uma coisa que é livre e tem limite não cabe numa frase de nexo lógico. Outrora permaneceremos impunes. È como se a cada besteira encenada eu mesmo me apunhalasse o coração centenas de vezes.
Não satisfeito apunhalo o coração de todos os desleixados de um direito nato da democracia, respeitem o próximo. E aos que tomem partido de assuntos que dançam conforme a circunstância, vejam bem qual partideiro que seguem, atualmente a ladra só aumenta...
sábado, 5 de abril de 2008
Sambinha ciclonal
Deleite que a hereditariedade de Diogo Nogueira e Mart´nália não permitem morrer em águas menos rasas de outras culturas cibernéticas. As bênçãos de dois cariocas que em conjunto tiveram que agüentar firme os batuques e os bafos tenebroso de cerveja de seus pais.
A de Martinho é sangue forte, tem uma marra de malandra e uma masculinidade tão delicada que cada passo de seu timbre meticuloso é terreno do sonho e da primazia absoluta. Mart tem um gingado abençoado, negona mermo com orgulho que muitas desconhecem quando observam o sarará do seu cabelo ou a morenice da sua voz. Como se fosse possível surgir uma nova Elza Soares, só o Rio...
Os Nogueira estão esperançosos, o bi-campeão de sambas da Portela ainda é moleque, tem um molejo maroto e ainda se enfeita para as moças da gafieira, é jovem e bem apessoado, tem história na metade dos seu genes o que, de maneira nenhuma, demonstra medo ou pé atrás na hora que o coro tem que comer. Para este espera um poeta romântico, apesar de flertar com um pagode de menos proporção poética e mais bate-estaca, Diogo toma jeito e trova bem, em breve, teremos um bamba.
Meio sem querer a coisa que chama cultura, ou a coisa que samba chama, vira a coisa completa, a coisa que sentimos forte no coração como um surdo marcando a passagem de um rio de lágrimas e risos. Eu sofro demais, eu sofro e ao samba me entrego, é o último fio de alegria do mundo, é a única coisa que mantêm destino de sonhos a Mangueira, Pilares e o Estácio.
segunda-feira, 31 de março de 2008
A Guerra Fria deixou marcas em Cuba, China, Coréia, Vietnã, Afeganistão, Angola, Congo. Deixaria marcas no Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Colômbia se não fosse, de uma maneira contundente, havido intervenções, hoje conhecidas, que causaram formas de governo totalitárias e massacrastes. È confuso dizer, mas um disposição natural de um país com um movimento sindical forte seria a queda ao comunismo soviético. Massacrar essas mobilização somente adiou um processo que se figurava com clareza e que agora causa dor de cabeça ao capital global.
Passada a época do cacetete, a dita esquerda americana se remobilizou, novas organizações foram criadas e que hoje, passados alguns anos, chegam ao poder e de certa forma, Chavez,
Morales, Correa e Lula fazem parte do mesmo produto histórico. O que incomoda é o possível caminho socialista que a América poderá tomar daqui em diante, tendo em vista os erros do modelo soviético e chinês, com as benções de Fidel.
Massacrar os sistemas populares de 60 a 80 só criou um clima de revolta e desacerto entre quem sofreu golpes duros por ideais. Tudo parece estar na mesma, porém um fato comove, quem dita as regras do jogo político é a esquerda, a mesa virou, o que espanta não é o Lula em afeto com Sarney, é justamente o contrário, é Sarney tendo que reconhecer que o barbudo analfabeto é maior que ele.
Há muito tempo eu escuto esse papo furado
Dizendo que o samba acabou
Só se foi quando o dia clareou
Seremos livres, seremos livres, seremos livres.
quinta-feira, 27 de março de 2008
100 anos de futebol mineiro
Minas Gerais é um estado singular. Ninguém se orgulha tanto de uma terra abençoada de interior. O Brasil deve muito a Minas, a invenção do jeca, a captação de tesouros em suas alterosas cujas curvas inspiraram a arquitetura da capital. Minas é um estado único e Belo Horizonte uma cidade única.
Construída especialmente para portar a administração de um dos estados mais ricos do mundo, deixamos Ouro Preto para trás e decodificamos um mineiro hi-tech. Hoje a capital do estado não se opõe a servir pão de queijo delivery e broa de fubá no fast-food.
Assim como o futebol começa na capital, que acaba de ser inaugurada da forma mais romântica possível. Um grupo de meninos se une e funda um time de futebol. Se reuniam sempre após as aulas da escola, ou mesmo durante elas para jogar futebol no coreto do parque municipal. A partir dessa associação cria-se o Athletico Mineiro Football Club. Uma tia dos meninos confecciona uns uniformes, a sede do clube é instituída na garagem da casa dela, uma senhora que só querendo fazer o bem aos meninos da rua, acabou pro criar umas das histórias mais emocionantes do futebol do planeta. Eram eles: Aleixanor Alves Pereira, Antônio Antunes Filho, Augusto Soares, Benjamim Moss Filho, Carlos Maciel, Eurico Catão, Francisco Monteiro, Hugo Fracarolli, Humberto Moreira, Horácio Machado, João Barbosa Sobrinho, Jorge Dias Pena, José Soares Alves, Júlio Menezes Mello, Leônidas Fulgêncio, Margival Mendes Leal - esse o primeiro presidente -, Mário Neves, Mário Lott, Mário Toledo, Mauro Brochado, Raul Fracarolli e Sinval Moreira
Logo aqueles moleques se tornaram invencíveis, o time de garotos nunca perdia, e num terreno baldio, onde hoje fica a um importante prédio da administração do estado, próximo a Praça da Liberdade, o primeiro campo oficial de um clube em Minas Gerais.
Depois das vitórias, os títulos. O primeiro foi em 1914, quando a equipe já se chamava Clube Atlético Mineiro, no primeiro torneio de futebol realizado em Minas Gerais, o time conquistou a Taça Bueno Brandão de forma invicta e sem sofrer nenhum gol. É do Atlético também a marca de ter o primeiro jogador fora do eixo Rio-São Paulo a ser convocado para a Seleção Brasileira. O atacante Mário de Castro foi chamado em 1929, mas rejeitou o convite.
O primeiro título de expressão nacional veio em 1937, quando o time alvinegro se sagrou Campeão dos Campeões do Brasil. Em um torneio promovido pela Federação Brasileira de Futebol (FBF), que reuniu os campeões de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. Depois da conquista, o cartunista Fernando Pieruccetti, o Mangabeira - falecido em 2004 – criou o mascote do clube: o Galo, devido a raça e o espírito de combate dos atletas.
Em 1950, o Atlético conquistou seu primeiro título internacional. Em uma inédita excursão pela Europa, o time disputou dez partidas, contra equipes da Alemanha, Áustria, Bélgica, Luxemburgo e França. Foram seis vitórias, dois empates e duas derrotas. A campanha rendeu o título simbólico de 'Campeão do Gelo'.
Mas o principal feito dos atleticanos ainda estava por vir. Em 1971, na primeira edição do atual Campeonato Brasileiro, o time alvinegro se sagrou campeão, sobre o Botafogo, no Maracanã, na vitória por 1 a 0, gol de cabeça de Dada Maravilha. Título estampado no peito da camisa alvinegra e que ainda é comemorado pelos torcedores atleticanos.
Do Atlético também pode-se dizer que é o único clube do Brasil a vencer a seleção brasileira, num 2 x 1, gol de Pelé para a seleção, dizem que impedido, Dario e Amaury marcaram para o Galo. Diga-se com toda certeza, que o time atleticano da década de 70 era o melhor depois do Santos de Pepe e o Flamengo de Júnior.
O maior campeão de Minas, um dos times mais consagrados do Brasil, no ranking da CBF o Atlético Mineiro foi o time que mais tempo ficou na primeira posição, e enquanto o campeonato era de pontos corridos, o clube foi o que mais vezes jogou as fases finais. Sendo três vices-campeonatos: São Paulo, Flamengo e Corinthians.
Tem a segunda maior média de público dentre todos os participantes do campeonato brasileiro, perde para o Flamengo quem tem um Maracanã inteiro a seu dispor. A torcida mais fanática e companheira, o atlético é um dos poucos times de massa do Brasil, onde eles estiver, estarão também a insanidade e paixão que marcam o futebol como o melhor espetáculo da Terra depois do carnaval.
sábado, 15 de março de 2008
Good night and good luck

Faltou luz, mas era dia.
Mais ou menos como um poema, imagino se nos tempos de Drumond a televisão fosse um grande simulacro de sentimentos, o que seria de José, se a tv não liga? O que seria de Matrix se não fôssemos manipuláveis? O que seria do mundo se fôssemos livres?
Haveria sexo sem filme pornô, beijo na boca sem happy end. Dançaria house na boate sem novela, iria ao fim do mundo procurar uma tela, se apegar a ela, não largar dela mais, enquanto produzisse imagens, e ajudasse seu coração a bater.
Se lembrasse da morte pensaria no vampiro, o extra-terrestre me lembra um filme e o cigarro não é cigarro sem o punho sedutor de um ator embelezado. Meu uso de àlcool, minhas cartas marcadas, meus desejos e aspirações. Sou uma imagem refletida sem desgosto, numa tela branca e grande, uma platéia ávida pelos meus passos do inconsciente, sou um espetáuclo já gravado, editado, nunca assistido, pirateado e admirado por quem nunca conheceu.
Não há crítica a minha cibernética, nem organicidade nos bytes que compõe esse texto. Nã o há vida além do código binário.
terça-feira, 4 de março de 2008
PSDB e Gabeira pela prefeitura carioca
Ultimamente temos visto grandes partidos, afogados em escândalos de corrupção, recorreram a grandes nomes da esquerda da época ditatorial para formar chapas vencedoras em eleições modernas. Pode-se dizer que FHC e Maciel formaram uma chapa vitoriosa, tendo ambos um histórico de luta de esquerda no Brasil, coisa que ficou muito confusa no processo de redemocratização da República.
Lula abraçou o bem-vindo dinheiro do PL e, para espanto geral da nação, lançou-se candidato vitorioso formando chapa com José de Alencar, que aposta ganha, já deve ter dirigido argumentos pesados ao barbudo do ABC.
Garotinho também não fez por onde, antes de camuflar sua reeleição às costas de sua esposa, confiando cegamente em Deus e no PT do Rio, disse a Bendita: Neguinha, a gente vai longe. A nossa Bené aceitou, com muito gosto posou de governadora durante um período, Garotinho estava afastado. Ainda mais, cresceu politicamente e foi peça importante nas negociações do PMDB-RJ com o governo central do PT, Cabral Filho é político ágil e trouxe os vermelhos cariocas para a aba de sua batina, até o Minc entrou na roda. Bené ocupa bom cargo na era cabralista. Assim como seu concorrente ao governo Eduardo Paes, secretário do PAN peesedebista.
Recentemente, Clodovil foi eleito deputado pelo PR-SP, seu suplemente é, nada menos, o presidente do partido em São Paulo, de linha conservadora e autoritária. Clodovil sonha com a votação da união civil de homossexuais, seu suplemente quer mais que um pití do deputado seja indeferido como quebra de decoro parlamentar.
A ética da República das bananas.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Enquanto houver Cuba

Sobe Raúl, o último guerreiro da Revolução que expulsou da ilha mais famosa do mundo um bando de norte-americanos exploradores dos campos de tabaco, escravagistas e conspiradores. Cuba representa muito mais que uma nação comunista falida e decadente, representa o ideal de um mundo de economia planificada, de ideais de igualdades, uma alternativa de vida humilde e singela num paraíso do Caribe.
Quanto ao tempo, maldito tempo, está prestes a enterrar um grande herói para uma horda gigantesca de admiradores jovens, velho, incompreendido, de olhar perdido e fala que se perde aos ventos de paredes de chumbo. O que fizeram a ti Fidel, não esqueceremos, quando deram as costas ao seu povo, seguraste a bandeira do país com firmeza, e sozinho, carregou toda uma nação nas costas, não foi o tempo todo correto, mas agiu como se fosse e convenceu em muitas ocasiões, o último líder do século XX.Mal sabe seu povo, que hoje foge de sua rédea incompreendidos ingratos, que se hoje todos lêem e muitos se formam campeões no Olimpio do esporte e da vida, devem ao preparo que seu líder deu a sua nação, não repare o desgaste de um homem fragilizado, mas do amor de um ser à sua luta, seu apego. Mudar o mundo é impossível, ou pelo menos era. Mais impossível era mudar o mundo até onde sua vista alcança, e isso Fidel provou eficácia.
Aos que fugiram pois se achavam pobres e menores, aos que colocavam as mazelas da ditadura nas prostitutas de Havana, menores de idade mendigando dólares, não mostram a verdade da organização mundial que não quis aceitar um estado comunista e reconhecido pelo seu povo. Derrota da democracia que não cansa de apanhar.
Que Raúl leve até o fim a Revolução de seu povo, até quando não der mais e ser escorraçado pela nova geração cubana hi-tech, apredejarão seu herói com ipods, gritando liberdade porque agora se masturbam com Playboy e podem, finalmente dirigir um Chrysler. Isso é liberdade.

Um sonho bom nunca se esquece, a derrota de Cuba é o explendor da águia, que sobrevoa livre pelas Américas.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
A internet salvará o mundo, talvez

Castells e Lévy são entusiasta deste novo campo comunicacional, a internet é um veículo poderoso de relação entre os humanos, assim como a invenção da escrita, a internet é um advento que transforma o modo de registro e traduz em velocidade e rapidez nossas especialidades mais sublimes. A internet é um campo livre.
André Lemos está no time de Dahmer, se a humanidade é idiota, a internet não tem onde, nem porquê ser magnífica, os portais da internet encurralam os navegadores, só acessam o trivial, não buscam outra coisa além dos cliques oferecidos na página, estão presos em currais. A internet não é um campo livre.
Nas recentes discussões sobre os cartões corporativos, o Brasil conheceu melhor como funciona o sítio transparente do governo federal, todos os gastos estão discriminados, assim como outras receitas, a tapioca do Ministro está à mostra para o mundo ver, ruim para ele, bom para o desenvolvimento da culinária regional.
Pode parecer difícil o acesso, é só a população imaginar que os homens públicos são perfis do orkut, é só acessar e ver como ele gasta seu cartão, imagina se fosse possível fazer isso com os gastos do vizinho? Sucesso total.

Ter poder de voto é decidir quem sai do Big Brother, isso sim é democracia. A imbecilidade estará sempre presente, na tv, na internet, numa conversa de botequim ou em qualquer outro lugar do mundo. Ser imbecil é tão humano quanto respirar, há uma esperança, e aos otimistas, a espera.
Faltou Marx em Darwin

Enquanto estava em Galápagos no puro deleite da natureza, não havia em sua frente nenhuma fábrica de cimento ou de gêneros alimentícios cancerígenos, muito menos documentou uma espécie, que, entre si transpassasse diferenças brutais no modo de se apresentar, de se comunicar e no modo de destruir o ambiente em sua volta. Logo ele, um europeu.
Provavelmente se Darwin aportasse no Rio em época de carnaval, a teoria da evolução das espécies se demonstraria diferente, isso se seu desempenho intelectual alcoolizado fosse idêntico ao habitual. Com certeza diria ele, uma lei máxima da biologia, que o aspecto econômico será crucial para desenvolvimento das espécies, tendo em vista que estes caminhariam em órbitas diferente rompendo com a ordem comum.
Estaria certo. A diferença entre classes é tão grande que há um racha na sociedade entre os providos e os não, digamos, precavidos financeiramente. Aos poucos esses distanciamento torna os grupos cada vez mais antagônicos. Primeiro de ordem cultura, alimentícia, intelectual e por último o cruzamento entre um rico e um pobre não desencadearia em uma prole fértil. E vai ter muita gente feliz com essa idéia.
As infestações, doenças e demais males naturais atacariam com mais objetividade o grupo mais pobre em vitaminas e sais minerais, sem dinheiro para desenvolver e consumir a cura, o novo Nescau com 347 nutrientes para o desenvolvimento, morreriam aos montes e logo seriam dizimados. A espécie saudável e tecnologicamente avançada resistirá, bravamente, e o mundo será poluidamente feliz. A África Central e a Vila Kennedy seriam os focos de resistência.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Marquês de Bacalhau

No reino do bacalhau o atleta mais descabido da história da raça humana assume a titular de técnico, mesmo pego no dopping da calvície, deu merda. Não poderia ser diferente, o dono da peixaria falou alto e o peixeiro saiu fora. Não era a dele, mas bem que gostou. Fazer o que? Deu de frente com Kardec, não tem espírito que sossega. É aquela velha história, entrou agora no ônibus e quer sentar na janela, os sábios retrocedem nas suas gafes.
Retroceder jamais. Não é a tônica das escolas de samba que, levando o termo escola ao máximo, escolhem rainhas de bateria que não sabem sambar, muito menos nunca tinham visto uma bateria ranger forte a sua frente. Choramos de tristeza ao ver uma miss quadrada a frente da Vila, uma ex-namorada de piloto a frente da Tijuca, uma atriz a frente da Viradouro. Escola de samba é um templo mágico de cultura e principalmente, devoção de uma comunidade a sua alegria máxima.
Tão grandiosa como é Nilópolis, Padre Miguel, Madureira ou o morro da Mangueira. Vamos nos vender a tela, aos holofotes das câmeras. Durante o ano todo, nada dessa gente dar as caras, ou desfilar beleza entre os barracos. Glórias sempre à Beija-Flor de Nilópolis e sua jovem madrinha de bateria, um deleite da baixada, com orgulho, comunidade que impõe respeito.
Tapa-sexo que custou rebaixamento, quatro centímetros que salvaram a Porto da Pedra, que deveria aprender com os erros e chamar seu povo para a frente da avenida. Agora a comunidade científica tem um novo dilema, além da famosa pergunta “onde começa a vida?”, comum em debates sobre aborto ou células-tronco, o carnaval do Rio lança a temática “onde começa a boceta?”.
Só me falta, agora, aos domingos na quadra da Portela servirem bacalhoada em vez de feijoada, não que me falte respeito ao peixe, mas existem coisas que nunca deviam sair de lugar, como a xoxota, Romário, os desfiles de antigamente e o próprio bacalhau.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
TV paga-mico
Muito bom para quem interessa, a tv paga cai como uma luva no que chamamos de colonização cultural, com praticamente 80% de veiculação estrangeira 9principalmente norte-americana e inglesa) surgem aberrações da cultura nacional em virtude de tantas horas de exposição à idiotices do hemisfério norte. Quem consegue até se diverte.
Ver brasileiros torcendo aos prantos para o concurso American Idol que aqui assiste-se a reprise, ou seja, o campeão já saiu há muito tempo e estamos todos aflitos. Recusamos o show de calouros do Raul Gil, esnobismo hipócrita? Pode ser. Raul Gil apresenta calouros que cantam axé de quinta e sertanejo brega, o povo adora, a classe média não suporta, o American Idol é bem melhor, tem até Pussycat Dolls.
Melhor são as séries, sem-graça por sua natureza anglicana que aqui não pega, acostumados ao estilo Costinha e Didi Mocó e brasileiro mija de rir com os Friends e tacam pedra no Tiririca, que mudança de comportamento, os sociólogos não estão atentos?
O Senado reage, endurece a legislação, ainda há um bom senso e percebe-se nestes atos que a velha militância de esquerda tão ridicularizada ainda pode servir positivamente ao país. A nova lei para a tv paga não agradou nenhum dos donos da imagem, agora terão que veicular programas nacionais, e o mais importante, de produção nacional. Ainda existe o conceito que a televisão é um meio de comunicação responsável pela circulação de idéias e costumes do país, defende as identidades culturais assim como um dia foi incumbência dos livros, velhos livros.
De resposta o associação brasileira que cuida dos canais pagos lança comercial em tv aberta dizendo que a nossa tv paga é de qualidade e o brasileiro que deve decidir o que ele quer assistir, alguém perguntou alguma coisa antes de pôr no ar? E se o brasileiro decidir que o Tiririca merece um show na Warner? Não pergunte ao povo que a coisa está feia...
Ditadura da televisão
Lucas Kastrup e Diogo Viana
Banda Ponto de Equilíbrio
Na infância você chora, te colocam em frente da TV
Trocando as suas raízes por um modo artificial de se viver.
Ninguém questiona mais nada, os homens do “poder” agora contam sua piada
Onde só eles acham graça, abandonando o povo na desgraça
Vidrados na tv, perdendo tempo em vão
Ditadura da televisão, ditando as regras, contaminando a nação!
O interesse dos “grandes” é imposto de forma sutil
Fazendo o pensamento do povo se resumir a algo imbecil:
Fofocas, ofensas, pornografias
Pornografias, ofensas, fofocas
Futilidades ao longo da programação
Ditadura da televisão, ditando as regras, contaminando a nação!
Numa manhã de Sol, ao ver a luz
Você percebe que o seu papel é resistir, não é?
Mas o sistema é quem constrói as arapucasE você está prestes a cair
Da infância a velhice, modo artificial de se viver
Alienação, ainda vivemos aquela velha escravidão.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Counter Strike e a violênica urbana
Em decisão da Justiça brasileira o game mais popular no Brasil, o Counter Strike, está proibido de ser jogado no país. O jogo trata-se de um simulador de conflitos armados divididos em dois times, os terroristas (que tentam explodir uma área) e os contra-terroristas (que tentam impedir a explosão). Até aí tudo bem, se não fosse a dose exagerada que o jogo emprega, assassinatos a sangue frio, tiros na cabeça e muito sangue na tela.O jogo causa excitação, principalmente nos mais jovens, que acham tudo isso demais, existem praticantes diários desse game com idade de seis anos, o que torna possível realmente a confusão entre virtualidade e realidade, principalmente em grandes cidades onde assassinatos no estilo Counter Strike são comuns.Porém, assim que foi lançado, o jogo tem licença concedida do Ministério Público para circular, com uma classificação etária, por considerar impróprio para menores de 16 anos. O que não é cumprido nem por pais deslexos, muito menos pelas centenas de lan-houses que pipocam aos montes por todo país.O mais estranho é que o que chamou a atenção da Justiça e culminou na proibição do jogo foi uma versão pirata que se tornou mais popular que a matriz. Nessa versão, feita por hacker brasileiros, o jogo é ambientado no Rio de Janeiro, os terroristas substituídos por traficantes e os contra-terroristas por policiais militares. Ao fundo, funks proibidos servem de trilha sonora para a batalha sangrenta, e o Estado cai no chão.No filme Elephant (2003, EUA, Gus Van Sant), premiado com a Palma de Ouro de melhor filme e melhor diretor no 56 º Festival de Cinema de Cannes, retrata um fato muito similar ao acontecido real na escola americana de Columbine, quando dois jovens incitados por games similares ao Counter Strike compram armas de fogo pela internet chegam na escola e fuzilam geral, entre alunos e professores. O fato é estarrecedor, mas até onde os jogos realmente influenciaram os garotos a este comportamento genocida?A decisão da Justiça brasileira é de toda forma polêmica, e como toda polêmica acaba de tornar o jogo ainda mais atraente, sedutor e popular. Como se lei funcionasse no Brasil. Acaba de ser lançado o game Tropa de Elite, recentemente os sucessos do audiovisual nacional são enredos que tratam tráfico de drogas e violência urbana, na novel das oito, recentemente a favela da Portelinha foi invadida por traficantes e Antônio Fagundes apareceu com uma bazuca em meio a cena e disparou contra os inimigos, numa das claques mais toscas da história das novelas no Brasil.Por a culpa da violência juvenil em games é uma força de poder central a desvirtuar do problema que realmente interessa: o grande controle que criminosos possuem nas periferias, que acaba por se estender por toda a sociedade, seja pelas batidas do funk proibido, pelos filmes, novelas, ou por uma vivência que nada tem de lúdica, muito menos virtual.