terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Faltou Marx em Darwin


A teoria da evolução das espécies está próxima de um novo remendo nas suas letras, isso porque Darwin esqueceu que os aspectos econômicos teriam tanta importância na evolução das espécies quanto à questão da adaptabilidade nos meios.

Enquanto estava em Galápagos no puro deleite da natureza, não havia em sua frente nenhuma fábrica de cimento ou de gêneros alimentícios cancerígenos, muito menos documentou uma espécie, que, entre si transpassasse diferenças brutais no modo de se apresentar, de se comunicar e no modo de destruir o ambiente em sua volta. Logo ele, um europeu.

Provavelmente se Darwin aportasse no Rio em época de carnaval, a teoria da evolução das espécies se demonstraria diferente, isso se seu desempenho intelectual alcoolizado fosse idêntico ao habitual. Com certeza diria ele, uma lei máxima da biologia, que o aspecto econômico será crucial para desenvolvimento das espécies, tendo em vista que estes caminhariam em órbitas diferente rompendo com a ordem comum.

Estaria certo. A diferença entre classes é tão grande que há um racha na sociedade entre os providos e os não, digamos, precavidos financeiramente. Aos poucos esses distanciamento torna os grupos cada vez mais antagônicos. Primeiro de ordem cultura, alimentícia, intelectual e por último o cruzamento entre um rico e um pobre não desencadearia em uma prole fértil. E vai ter muita gente feliz com essa idéia.

As infestações, doenças e demais males naturais atacariam com mais objetividade o grupo mais pobre em vitaminas e sais minerais, sem dinheiro para desenvolver e consumir a cura, o novo Nescau com 347 nutrientes para o desenvolvimento, morreriam aos montes e logo seriam dizimados. A espécie saudável e tecnologicamente avançada resistirá, bravamente, e o mundo será poluidamente feliz. A África Central e a Vila Kennedy seriam os focos de resistência.

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