Mais que uma ditadura a televisão no Brasil é uma das catástrofes das tecnologias da comunicação no meio societário. Como o modelo americano de comunicação a tv paga surge como alternativa a imbecilidade da tv aberta, que não desce, em sua maioria, nas classes mais altas e cuja capacitação intelectual se eleva proporcionalmente ao acúmulo de capital, pe a democracia dos homens iguais numa república de mentirinha.
Muito bom para quem interessa, a tv paga cai como uma luva no que chamamos de colonização cultural, com praticamente 80% de veiculação estrangeira 9principalmente norte-americana e inglesa) surgem aberrações da cultura nacional em virtude de tantas horas de exposição à idiotices do hemisfério norte. Quem consegue até se diverte.
Ver brasileiros torcendo aos prantos para o concurso American Idol que aqui assiste-se a reprise, ou seja, o campeão já saiu há muito tempo e estamos todos aflitos. Recusamos o show de calouros do Raul Gil, esnobismo hipócrita? Pode ser. Raul Gil apresenta calouros que cantam axé de quinta e sertanejo brega, o povo adora, a classe média não suporta, o American Idol é bem melhor, tem até Pussycat Dolls.
Melhor são as séries, sem-graça por sua natureza anglicana que aqui não pega, acostumados ao estilo Costinha e Didi Mocó e brasileiro mija de rir com os Friends e tacam pedra no Tiririca, que mudança de comportamento, os sociólogos não estão atentos?
O Senado reage, endurece a legislação, ainda há um bom senso e percebe-se nestes atos que a velha militância de esquerda tão ridicularizada ainda pode servir positivamente ao país. A nova lei para a tv paga não agradou nenhum dos donos da imagem, agora terão que veicular programas nacionais, e o mais importante, de produção nacional. Ainda existe o conceito que a televisão é um meio de comunicação responsável pela circulação de idéias e costumes do país, defende as identidades culturais assim como um dia foi incumbência dos livros, velhos livros.
De resposta o associação brasileira que cuida dos canais pagos lança comercial em tv aberta dizendo que a nossa tv paga é de qualidade e o brasileiro que deve decidir o que ele quer assistir, alguém perguntou alguma coisa antes de pôr no ar? E se o brasileiro decidir que o Tiririca merece um show na Warner? Não pergunte ao povo que a coisa está feia...
Ditadura da televisão
Lucas Kastrup e Diogo Viana
Banda Ponto de Equilíbrio
Na infância você chora, te colocam em frente da TV
Trocando as suas raízes por um modo artificial de se viver.
Ninguém questiona mais nada, os homens do “poder” agora contam sua piada
Onde só eles acham graça, abandonando o povo na desgraça
Vidrados na tv, perdendo tempo em vão
Ditadura da televisão, ditando as regras, contaminando a nação!
O interesse dos “grandes” é imposto de forma sutil
Fazendo o pensamento do povo se resumir a algo imbecil:
Fofocas, ofensas, pornografias
Pornografias, ofensas, fofocas
Futilidades ao longo da programação
Ditadura da televisão, ditando as regras, contaminando a nação!
Numa manhã de Sol, ao ver a luz
Você percebe que o seu papel é resistir, não é?
Mas o sistema é quem constrói as arapucasE você está prestes a cair
Da infância a velhice, modo artificial de se viver
Alienação, ainda vivemos aquela velha escravidão.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Counter Strike e a violênica urbana
Artigo publicado no Blog do eu sozinho
Em decisão da Justiça brasileira o game mais popular no Brasil, o Counter Strike, está proibido de ser jogado no país. O jogo trata-se de um simulador de conflitos armados divididos em dois times, os terroristas (que tentam explodir uma área) e os contra-terroristas (que tentam impedir a explosão). Até aí tudo bem, se não fosse a dose exagerada que o jogo emprega, assassinatos a sangue frio, tiros na cabeça e muito sangue na tela.O jogo causa excitação, principalmente nos mais jovens, que acham tudo isso demais, existem praticantes diários desse game com idade de seis anos, o que torna possível realmente a confusão entre virtualidade e realidade, principalmente em grandes cidades onde assassinatos no estilo Counter Strike são comuns.Porém, assim que foi lançado, o jogo tem licença concedida do Ministério Público para circular, com uma classificação etária, por considerar impróprio para menores de 16 anos. O que não é cumprido nem por pais deslexos, muito menos pelas centenas de lan-houses que pipocam aos montes por todo país.O mais estranho é que o que chamou a atenção da Justiça e culminou na proibição do jogo foi uma versão pirata que se tornou mais popular que a matriz. Nessa versão, feita por hacker brasileiros, o jogo é ambientado no Rio de Janeiro, os terroristas substituídos por traficantes e os contra-terroristas por policiais militares. Ao fundo, funks proibidos servem de trilha sonora para a batalha sangrenta, e o Estado cai no chão.No filme Elephant (2003, EUA, Gus Van Sant), premiado com a Palma de Ouro de melhor filme e melhor diretor no 56 º Festival de Cinema de Cannes, retrata um fato muito similar ao acontecido real na escola americana de Columbine, quando dois jovens incitados por games similares ao Counter Strike compram armas de fogo pela internet chegam na escola e fuzilam geral, entre alunos e professores. O fato é estarrecedor, mas até onde os jogos realmente influenciaram os garotos a este comportamento genocida?A decisão da Justiça brasileira é de toda forma polêmica, e como toda polêmica acaba de tornar o jogo ainda mais atraente, sedutor e popular. Como se lei funcionasse no Brasil. Acaba de ser lançado o game Tropa de Elite, recentemente os sucessos do audiovisual nacional são enredos que tratam tráfico de drogas e violência urbana, na novel das oito, recentemente a favela da Portelinha foi invadida por traficantes e Antônio Fagundes apareceu com uma bazuca em meio a cena e disparou contra os inimigos, numa das claques mais toscas da história das novelas no Brasil.Por a culpa da violência juvenil em games é uma força de poder central a desvirtuar do problema que realmente interessa: o grande controle que criminosos possuem nas periferias, que acaba por se estender por toda a sociedade, seja pelas batidas do funk proibido, pelos filmes, novelas, ou por uma vivência que nada tem de lúdica, muito menos virtual.
Em decisão da Justiça brasileira o game mais popular no Brasil, o Counter Strike, está proibido de ser jogado no país. O jogo trata-se de um simulador de conflitos armados divididos em dois times, os terroristas (que tentam explodir uma área) e os contra-terroristas (que tentam impedir a explosão). Até aí tudo bem, se não fosse a dose exagerada que o jogo emprega, assassinatos a sangue frio, tiros na cabeça e muito sangue na tela.O jogo causa excitação, principalmente nos mais jovens, que acham tudo isso demais, existem praticantes diários desse game com idade de seis anos, o que torna possível realmente a confusão entre virtualidade e realidade, principalmente em grandes cidades onde assassinatos no estilo Counter Strike são comuns.Porém, assim que foi lançado, o jogo tem licença concedida do Ministério Público para circular, com uma classificação etária, por considerar impróprio para menores de 16 anos. O que não é cumprido nem por pais deslexos, muito menos pelas centenas de lan-houses que pipocam aos montes por todo país.O mais estranho é que o que chamou a atenção da Justiça e culminou na proibição do jogo foi uma versão pirata que se tornou mais popular que a matriz. Nessa versão, feita por hacker brasileiros, o jogo é ambientado no Rio de Janeiro, os terroristas substituídos por traficantes e os contra-terroristas por policiais militares. Ao fundo, funks proibidos servem de trilha sonora para a batalha sangrenta, e o Estado cai no chão.No filme Elephant (2003, EUA, Gus Van Sant), premiado com a Palma de Ouro de melhor filme e melhor diretor no 56 º Festival de Cinema de Cannes, retrata um fato muito similar ao acontecido real na escola americana de Columbine, quando dois jovens incitados por games similares ao Counter Strike compram armas de fogo pela internet chegam na escola e fuzilam geral, entre alunos e professores. O fato é estarrecedor, mas até onde os jogos realmente influenciaram os garotos a este comportamento genocida?A decisão da Justiça brasileira é de toda forma polêmica, e como toda polêmica acaba de tornar o jogo ainda mais atraente, sedutor e popular. Como se lei funcionasse no Brasil. Acaba de ser lançado o game Tropa de Elite, recentemente os sucessos do audiovisual nacional são enredos que tratam tráfico de drogas e violência urbana, na novel das oito, recentemente a favela da Portelinha foi invadida por traficantes e Antônio Fagundes apareceu com uma bazuca em meio a cena e disparou contra os inimigos, numa das claques mais toscas da história das novelas no Brasil.Por a culpa da violência juvenil em games é uma força de poder central a desvirtuar do problema que realmente interessa: o grande controle que criminosos possuem nas periferias, que acaba por se estender por toda a sociedade, seja pelas batidas do funk proibido, pelos filmes, novelas, ou por uma vivência que nada tem de lúdica, muito menos virtual.
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