segunda-feira, 31 de março de 2008

Não é de hoje, mas percebe-se que a América Latina é o último berço socialista no mundo globalizado, capitalizado e de forma cada vez, um processo de capitalismo global iniciado com a Revolução Industrial vai chegando a sua totalidade.

A Guerra Fria deixou marcas em Cuba, China, Coréia, Vietnã, Afeganistão, Angola, Congo. Deixaria marcas no Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Colômbia se não fosse, de uma maneira contundente, havido intervenções, hoje conhecidas, que causaram formas de governo totalitárias e massacrastes. È confuso dizer, mas um disposição natural de um país com um movimento sindical forte seria a queda ao comunismo soviético. Massacrar essas mobilização somente adiou um processo que se figurava com clareza e que agora causa dor de cabeça ao capital global.

Passada a época do cacetete, a dita esquerda americana se remobilizou, novas organizações foram criadas e que hoje, passados alguns anos, chegam ao poder e de certa forma, Chavez,
Morales, Correa e Lula fazem parte do mesmo produto histórico. O que incomoda é o possível caminho socialista que a América poderá tomar daqui em diante, tendo em vista os erros do modelo soviético e chinês, com as benções de Fidel.

Massacrar os sistemas populares de 60 a 80 só criou um clima de revolta e desacerto entre quem sofreu golpes duros por ideais. Tudo parece estar na mesma, porém um fato comove, quem dita as regras do jogo político é a esquerda, a mesa virou, o que espanta não é o Lula em afeto com Sarney, é justamente o contrário, é Sarney tendo que reconhecer que o barbudo analfabeto é maior que ele.

Há muito tempo eu escuto esse papo furado
Dizendo que o samba acabou
Só se foi quando o dia clareou



Seremos livres, seremos livres, seremos livres.

Nenhum comentário: